Nossa mente diz querer casar-se com a verdade, mas ama perdidamente a coerência. A verdade é a casta virgem com quem ela almeja compromissar-se por toda a vida. Desse casamento ela obterá a autoridade moral, o prestígio social inabalável, mesmo sonhando, já antes de esposá-la, com algumas escapadelas furtivas para entregar-se aos prazeres da amante coerência.
No artigo abaixo, Thiago Venco nos presenteia com um excelente exemplo de como a análise conceitual pode ser uma arma poderosa contra a indigência epistemológica que acomete quem se habitua a chafurdar no lixão da doxolalia produzido por Veja.